quarta-feira, 29 de abril de 2015
Aceitando Jesus
Conheça a verdade e a verdade o libertará... É engraçado como ouvimos tanto essa frase e não paramos pra refletir, há muito nela e entendê-la é essencial.
Eu estava realmente disposta a conhecer profundamente a Deus, eu era uma pessoa melhor quando buscava a Ele, era uma mãe melhor e até uma filha melhor, eu queria ser assim e a oportunidade de me aproximar mais ainda Dele chegou.
Houve um retiro na igreja que se chamava "Encontro com Deus" e eu fui, pois estava desesperada para encontrá-lo, lá foi maravilhoso e ouvi coisas fantásticas sobre Jesus, ele era real e não apenas era o filho daquela linda imagem que eu conheci na escola, ele era Deus e ele morreu por mim, sofreu por mim, chorou por mim, ele se entregou e ressuscitou por mim e agora eu tinha a chance de aceitar isso, de ter ele morando em meu coração, o próprio Deus morando em mim.
Aceitei a Jesus em 05/11/2011 e entendi a frase, eu estava liberta, meu olhos foram abertos e eu conseguia ver a glória que era estar perto de Deus, eu conseguia sentir a poderosa presença de seu Espírito e podia espalhar o seu doce amor por aí. Jesus é o caminho, a verdade e a vida ,conhecendo Jesus Ele te libertará.
Quebrantada
Estava indo bem, ia pra igreja na maioria dos cultos, não estava fazendo bobagens, embora tivesse vontade de fazer, afinal, eu tinha um filho pequeno que eu amava amamentar e estar com ele, além de precisar dar o exemplo certo. Mas meu coração ainda doía muito por causa daquele homem, aquele que eu amava e sofri quando meu filho pediu para que eu procurasse por ele, procurei, passamos a nos ver como "família feliz" e o buraco em mim ia crescendo mais e mais.
Foi então que meu cunhado resolveu me apresentar alguém, era um rapaz maravilhoso, cristão, totalmente diferente do outro, doce, puro e sem experiência de vida. Logo me senti cativada por esse rapaz e ele se envolveu demais comigo, mas a dor não sarava e tive a ideia de sair do estado, mudar de vida e não ter contato com nada que me fizesse pensar naquele cara.
Era maravilhoso estar no Paraná, mesmo com o gelo eu sempre levava meu filho à igreja, tudo era lindo e bom, eu me sentia em paz e feliz, aquele rapaz que meu cunhado me apresentou foi me procurar lá e me fez sentir amada e especial, passou a dividir a vida comigo e cuidava de mim, em pouco tempo os problemas financeiros nos devolveram ao RJ, ele arrumou uma boa casa para nós e meu filho e eu construía de volta minha vida.
Passamos a ir na igreja que ele gostava e fomos com eles para o Monte e foi lá que pela primeira vez, em 16/10/2011, me derramei ao Senhor, eu ouvia os louvores e meu coração sentia um alívio imenso, como se fosse tocado pelo próprio Deus e estivesse sendo medicado, não conseguia parar de chorar e me sentia feliz, era o Espírito Santo agindo a minha vida e eu estava aberta pra isso. Passei a querer estar com Deus, buscar aquele sentimento maravilhoso, não era mais só pelo meu filho, era por mim, era por Deus.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Dias confusos
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| Mateus em 04/11/2009 |
Quando meu filho tinha quase 1 ano eu entendi que Deus não me queria no terreiro, Deus me queria com Ele. Mas não foi tão simples saber, haviam momentos em que eu pedia coisas aos orixás aleatoriamente e também me sentia à vontade para orar a Deus, a Verdade é que eu continuava perdida e o diabo tentava me pegar de volta.
Aconteceu então de eu brigar com Zé pelintra em uma festa de pomba gira porque ele queria apadrinhar meu filho e na manhã seguinte meu filho estava doente, foi internado e eu recorri ao Deus todo poderoso , depois de semanas o menino estava novamente doente, mais internações e mais orações, passou um tempo e eu recebi um aviso de que precisava abrir o corpo para Maria Padilha e se não fizesse o menino ficaria sempre doente até morrer.
Dessa vez eu tive medo porque ele começou a adoecer e os médicos não sabiam resolver, então lá fui eu apavorada pra um terreiro fazer trabalho pra "baixar o santo". Estava eu lá em processo, cheia de medo e orava , pedia e clamava a Deus que se Ele me amasse e me quisesse , salvaria meu filho naquele instante e eu nunca mais levaria o menino em macumba e nem iria mais,
Colocar Deus a prova não é lá muito bom, mas eu pude contemplar o milagre Dele e receber prova do seu amor, meu filho chorou me chamando e curado, eu saí do transe e fui pra casa sem olhar pra trás, nem cheguei a "receber santo" em meu corpo e neste momento eu tive o coração cheio de certezas de quem eu queria servir. Passei a procurar louvores, orar, do meu jeito meio sem jeito e tentar entender as coisas de Deus. Aleluia!
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Mistério de Deus com as crianças
Houve um momento da vida em que não senti vontade de viver, na verdade houveram muitos momentos, mas esse foi o começo. Estava com 19 anos, grávida e o príncipe tinha virado sapo, então eu só queria me afogar na lagoa , mas aquele bebê dentro de mim salvou minha vida, afinal, ele precisava de mim e eu não queria perdê-lo também, me agarrei nisso e segui uma depressiva e problemática gravidez. Glória a Deus!
O meu primogênito nasceu e todo amor que eu tinha em mim era dele, faria tudo para protegê-lo e apresentar ele pra Deus era uma das coisas mais importantes, lá fui eu para aquela igreja pequena e abençoada perto da minha casa. O pastor ficou feliz com meu retorno, aquela menina iluminada ainda estava lá e os jovens cantavam com mais beleza agora , todos como sempre receptivos, mas eu não permaneci a frequentar, me sentia envergonhada por ter abandonado eles e mais ainda por ter engravidado fora do casamento com um cara que desde o início eles me avisaram que era melhor não me envolver.
Quando eu já estava com 21 anos, meu filho de pouco mais de 1 ano gostava de me ouvir cantar para Deus e mais ainda do culto pela televisão que ele colocava sem querer quando mexia nela e aí é que está um dos mistérios de Deus na minha vida, Ele me queria, hoje sei que ele lutou por mim, que ele me chamava incansável.
Essa criança teve vontade de conhecer a igreja e me pediu que o levasse, lá fui para onde eu conhecia e meu filho estava feliz com Deus, passamos a frequentar sempre. Não vou dizer que não tive problemas internos sobre Deus e com os demônios de antes, mas isso vou deixar pra outro texto. Costumo dizer que meu filho salvou minha vida muitas vezes, começou quando estava em meu ventre, me impedindo de suicidar por causa de um homem, depois aos seus 1 ano e 4 meses me pedindo pra ir à igreja e em todas as vezes que insistiu pra eu permanecer ou voltar, Deus usa esse menino pra cuidar de mim e eu agradeço.
domingo, 26 de abril de 2015
O primeiro toque
Vai parecer estranho uma menina que estudou desde os 10 anos em colégio católico dizer que só ouviu falar de Deus aos 17 anos, mas pra mim foi assim, embora eu tivesse aulas de religião na escola, nunca havia prestado atenção em Deus, não sabia quem era Jesus e nem fazia ideia de que adolescentes iam pra igreja porque gostavam, mas um dia Ele me chamou.
Não quero me perder na história, então para que entendam eu vou explicar melhor o que quero dizer: Sempre fui ensinada a rezar o pai nosso, mas era apenas algo que me faziam decorar e nunca me explicaram o porquê, quando entrei para o colégio católico aprendi a rezar pros anjos e eram só eles que eu achava que existiam com Deus no céu e que mandavam em tudo, depois conheci a confortante imagem de Maria, ela parecia tão acolhedora que eu podia passar horas olhando, depois me ensinaram músicas que falavam sobre ela e uma oração que me trazia paz, então, comecei a adorá-la. Entendi logo que ela era mãe desse Deus que tinha poder de criar tudo e até de mandar nos anjos e que como mãe, qualquer coisa que eu pedisse pra ela, ela mandaria Deus fazer, claro que ela virou o centro do meu universo, até que notei meus pedidos se acumulando e resolvi que ela não estava afim de pedir por mim.
Não quero me perder na história, então para que entendam eu vou explicar melhor o que quero dizer: Sempre fui ensinada a rezar o pai nosso, mas era apenas algo que me faziam decorar e nunca me explicaram o porquê, quando entrei para o colégio católico aprendi a rezar pros anjos e eram só eles que eu achava que existiam com Deus no céu e que mandavam em tudo, depois conheci a confortante imagem de Maria, ela parecia tão acolhedora que eu podia passar horas olhando, depois me ensinaram músicas que falavam sobre ela e uma oração que me trazia paz, então, comecei a adorá-la. Entendi logo que ela era mãe desse Deus que tinha poder de criar tudo e até de mandar nos anjos e que como mãe, qualquer coisa que eu pedisse pra ela, ela mandaria Deus fazer, claro que ela virou o centro do meu universo, até que notei meus pedidos se acumulando e resolvi que ela não estava afim de pedir por mim.
Tive uma amiga que aos 13 anos era apaixonada pelo mundo dos mortos, ela acreditava que eles estavam por aí entre nós e podiam fazer coisas se nós permitíssemos e que nos ajudaria se ajudássemos eles, sempre achei bobagem, mas pra não perder a amiga embarquei na onda de "falar com espíritos", entre velas, dizeres inventados e apelidos de demônios, eu dizia pra ela que estava vendo e sentindo a presença desses espíritos, até que comecei a ter terríveis pesadelos e sufocar durante a noite e desisti disso.
Para me livrar dos mortos, com 14 anos, eu achei que precisava meditar e me ligar com Deus, mas aquele Deus que eu inventei na minha cabeça, essa conecção seria através da natureza, então comecei a estudar sobre wicca (um tipo de bruxaria com plantas e coisas naturais), essa amiga embarcou comigo nessa, fizemos vários feitiços, compramos coisas exotéricas e inventamos as regras do jogo, os dizeres mágicos e etc. Com 15 anos me mudei com minha família pra outro bairro, troquei de escola e não vi mais essa amiga, mas influenciei outras 4 meninas a praticar bruxaria branca comigo, acreditando mesmo que estava me conectando com Deus e que era ele que me ajudava através da natureza em meus feitiços.
Para me livrar dos mortos, com 14 anos, eu achei que precisava meditar e me ligar com Deus, mas aquele Deus que eu inventei na minha cabeça, essa conecção seria através da natureza, então comecei a estudar sobre wicca (um tipo de bruxaria com plantas e coisas naturais), essa amiga embarcou comigo nessa, fizemos vários feitiços, compramos coisas exotéricas e inventamos as regras do jogo, os dizeres mágicos e etc. Com 15 anos me mudei com minha família pra outro bairro, troquei de escola e não vi mais essa amiga, mas influenciei outras 4 meninas a praticar bruxaria branca comigo, acreditando mesmo que estava me conectando com Deus e que era ele que me ajudava através da natureza em meus feitiços.
Essas meninas saíram da escola no outro ano e a que ficou não ligava pra religiões e não acreditava em nada, mas aí entrou outra menina pro meu grupinho na escola, uma com outro tipo de vida e que jurava que tinha um toque curativo, eu fiquei curiosa com a religião dela e como ela gostava tanto e mais ainda em como as pessoas a volta dela achavam ela incrível por receber espíritos em seu próprio corpo, os que não vibravam de excitação, vibravam de medo e eu resolvi que queria esse poder também.
Foi assim que ao 16 anos entrei pro candomblé, na verdade foi bem fácil, eu tenho uma tia que é mãe de santo e ela gosta bastante de mim, então fui ao seu barracão, comecei a me interessar por ela e acabei pegando paixão por essa tia, ela se tornou um exemplo pra mim, todos em volta dela a amavam tanto que era confortável andar por onde ela andava, depois seus filhos e filhas de santo começaram a me tratar como uma princesa e me senti muito feliz, estava no paraíso, eu era amada demais ali e mimada também, até as coisas que me mandavam fazer de trabalho eu sempre tinha alguém se oferecendo pra fazer por mim, me senti em casa.
Aos 17 eu frequentava o barracão em todo meu tempo livre e quando não estava lá, eu falava sobre como era estar, em certo momento me disseram que o orixá iria me cobrar a entrega, pois eu teria muitos deles precisando possuir meu corpo pra "trabalhar" e eu não permitia, foi aí que comecei a questionar algumas coisas, queria muitas respostas, queria aprender sobre Deus, me lembrei o que tinha ido procurar, mas as incógnitas que o Diabo lançava eram tão grandes que eu entrava cada vez mais pra poder receber respostas.
Certo dia, indo encontrar um grupo de amigos na balada, de mini saia e blusa que mais mostrava do que cobria, passei de ônibus por uma igreja evangélica pertinho da minha casa, cuja o barulho sempre me incomodava um pouco quando eu ficava jogando sinuca no bar da frente, mas nesse dia o barulho era diferente e me atraiu, desci do ônibus e fui pra porta entender o que aqueles alegres adolescentes cantavam, fiquei parada na porta por alguns minutos até que uma sorridente senhora saiu pra me abraçar e fui literalmente empurrada para dentro, a música terminou e a doce menina veio sentar ao meu lado para ouvir o Pastor falar, imediatamente me envergonhei pela minha falta de roupa, mas todos agiram como se eu tivesse totalmente vestida, sorriram, me abraçaram, as crianças vieram me beijar e todos queriam conversar e saber de mim no final.
Foi lindo, mágico e dividiu meu coração, me sentia em casa lá no terreiro, mas na igreja eles tinham as respostas que eu queria, eles falavam coisas que eu sempre tive curiosidade de saber, eles explicavam e provavam com suas bíblias as quais tinham decorado as palavras e assim de repente me vi tomada por atividades da igreja e cercada pelo amor deles, não sabia ainda quem era Jesus, mas Deus se tornou um ser muito especial pra mim e eu gostava bastante.
Foi assim que ao 16 anos entrei pro candomblé, na verdade foi bem fácil, eu tenho uma tia que é mãe de santo e ela gosta bastante de mim, então fui ao seu barracão, comecei a me interessar por ela e acabei pegando paixão por essa tia, ela se tornou um exemplo pra mim, todos em volta dela a amavam tanto que era confortável andar por onde ela andava, depois seus filhos e filhas de santo começaram a me tratar como uma princesa e me senti muito feliz, estava no paraíso, eu era amada demais ali e mimada também, até as coisas que me mandavam fazer de trabalho eu sempre tinha alguém se oferecendo pra fazer por mim, me senti em casa.
Aos 17 eu frequentava o barracão em todo meu tempo livre e quando não estava lá, eu falava sobre como era estar, em certo momento me disseram que o orixá iria me cobrar a entrega, pois eu teria muitos deles precisando possuir meu corpo pra "trabalhar" e eu não permitia, foi aí que comecei a questionar algumas coisas, queria muitas respostas, queria aprender sobre Deus, me lembrei o que tinha ido procurar, mas as incógnitas que o Diabo lançava eram tão grandes que eu entrava cada vez mais pra poder receber respostas.
Certo dia, indo encontrar um grupo de amigos na balada, de mini saia e blusa que mais mostrava do que cobria, passei de ônibus por uma igreja evangélica pertinho da minha casa, cuja o barulho sempre me incomodava um pouco quando eu ficava jogando sinuca no bar da frente, mas nesse dia o barulho era diferente e me atraiu, desci do ônibus e fui pra porta entender o que aqueles alegres adolescentes cantavam, fiquei parada na porta por alguns minutos até que uma sorridente senhora saiu pra me abraçar e fui literalmente empurrada para dentro, a música terminou e a doce menina veio sentar ao meu lado para ouvir o Pastor falar, imediatamente me envergonhei pela minha falta de roupa, mas todos agiram como se eu tivesse totalmente vestida, sorriram, me abraçaram, as crianças vieram me beijar e todos queriam conversar e saber de mim no final.
Foi lindo, mágico e dividiu meu coração, me sentia em casa lá no terreiro, mas na igreja eles tinham as respostas que eu queria, eles falavam coisas que eu sempre tive curiosidade de saber, eles explicavam e provavam com suas bíblias as quais tinham decorado as palavras e assim de repente me vi tomada por atividades da igreja e cercada pelo amor deles, não sabia ainda quem era Jesus, mas Deus se tornou um ser muito especial pra mim e eu gostava bastante.
Eu achava muito bom estar na igreja, mas logo fiz 18 anos e comecei a trabalhar todos os dias, até nos finais de semana, comecei a namorar um cara de família espírita, fui morar com ele e tentei seguir a religião deles mas meu coração não conseguia mais, então parei de frequentar a qualquer lugar. Mas a semente havia sido plantada e estava para germinar...
Eu
Oi, resolvi criar um blog na intenção de aprender mais sobre Deus, sim, um blog feito por mim para me ensinar sobre Deus. Parece loucura? Então encare como um diário espiritual, pois não vou falar de tudo da minha vida, apenas do que tem haver com a minha relação com Deus.
Agora, se outra pessoa leu isso, deve está pensando que sou uma "crente bitolada e certinha" que quer dar lição de moral, Uii, não poderia se enganar mais, embora eu quisesse ser e acredito que já tenha sido.
Aos fofoqueiros , essa é a melhor parte, não sou certinha e já andei mais contra Deus do que com Ele e cada dia é uma luta para permanecer com Ele, há dias bons e muitos dias que não consigo, sinto dizer que tem sido a maioria deles; Aos curiosos, essa é uma ótima oportunidade de ler boas e verdadeiras histórias, aprender com os erros dos outros também faz parte de aprender; e aos que já tiveram um encontro com esse Deus maravilhoso, orem por mim, para que a cada dia eu tenha forças para tomar as decisões certas, para agir como manda o Pai e para calar ao invés de proferir coisas que vou me arrepender.
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