sábado, 2 de maio de 2015
A caminhada
Sim, eu estava cheia do amor de Deus, eu transbordava amor e buscava entender a cada dia mais sobre Deus, eu tinha revelações em sonhos, eu orava pelos enfermos, eu ajudava pessoas e milagres aconteciam ao meu redor, eu sentia o mundo espiritual, mas as coisas não eram tão simples.
Quanto mais eu entendia de Deus, mais complicado era viver no mundo, lidar com as pessoas que não entendiam sobre Ele, explicar a elas, na minha casa as coisas não iam bem, eu queria andar em santidade, queria viver pra minha família (marido e filho) e queria que eles retribuíssem, ainda não havia entendido que a verdadeira grandeza de se aproximar de Deus é saber dar sem esperar nada em troca, então, eu me frustrava.
Os problemas foram chegando em baldes e eu fui diminuindo a leitura bíblica, as orações, paramos o culto domiciliar e não mais íamos aos pequenos grupos célula. Haviam atitudes do meu marido que eu simplesmente não conseguia entender e outras que não achava justo aceitar e o diabro armou uma armadilha que funcionou, meu marido foi chamado pra ser padrinho de um casamento e eu não era a madrinha, aquilo pareceu pra mim que eu não era reconhecida como nada na vida dele, os amigos dele depois de 2 anos ainda me viam como uma namoradinha e ele deixava, havia ainda pra mim uma tristeza imensa por não ter casado com ele na igreja, de noiva e não conseguia suportar ele entrando no altar com outra pessoa.
A partir de 08/04/2012, todas as outras armadilhas começaram a funcionar também. Era como pular de um avião sem paraquedas e não conseguia enxergar nada além de desastres, por isso me esborrachei no chão.
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